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Hideaki Maraturista


3 anos deste blog

Criei este blog no dia 04 de Novembro de 2006, dois dias após o Rodolfo Lucena abrir o "+ Corrida", versão digital. Assim, se eu estivesse atualizando o blog regularmente, estaria completando 3 anos.

Porém, de lá pra cá, se foi possível me aperfeiçoar um pouquinho nas maratonas, por outro, para "contar experiências", estou muito mais para "turista" do que "maratonista".

Assim, decidi fechar oficialmente ESTE blog.

Muito obrigado à quem deu uma passadinha até hoje, e com certeza, nos veremos em breve. Afinal, nem estou deixando de correr, nem de viajar.

Abraços a todos!!



Escrito por Hideaki às 21h55
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Fotos

Finalmente descobri como se reduz o tamanho de fotos. Assim, vou postar algumas fotos.

23 de Maio de 2009 - Local de retirada dos kits da Maratona de Porto Alegre. Depois fomos ao Restaurante Copacabana para o Primeiro Encontro Brasileiro de Marathon Maniacs. João Gabbardo (MM # 1131 - Porto Alegre), Hideaki (MM # 1024 - São Paulo), Rodolfo Lucena (MM # 370 - Porto Alegre / São Paulo), Nilson (MM # 1084 - Uberlândia) e Julio Cesar Baldi (MM # 1204 - Porto Alegre)

31 de Maio de 2009 - após Maratona de São Paulo. Churrasco na casa do Rodolfo Lucena, com o pessoal da Nossa Turma, Marathon Maniacs e candidatos. Carlão (NT - São Paulo), João Gabbardo, Sabine (MM # 1559 - Porto Alegre), Rodolfo, Harry (São Paulo), Paulo Picanha (Recife), Luis (São Paulo) e esposa, Julio Cordeiro (MM # 1585) e eu.

27 de Junho de 2009 - Véspera da Maratona do Rio de Janeiro. Almoço dos Maratonistas e Comradeiros na casa do Amorim. Foto já no final do dia. Júlio Cordeiro, Harry, Amorim (MM # 1218 - Rio de Janeiro), Branca, Ésio (Recife), Maria Eugênia, eu, Jeff Bishton (MM 434 - nosso convidado da Flórida - EUA) e Clênio (Recife). Também estiveram presentes no almoço, Nilson, Rogério (MM 1709 - Uberlândia), Rodrigo Damasceno (Rio de Janeiro) e Maurício Bertuzzi (Florianópolis), além do pessoal da Comrades / Branca Esportes e o pessoal de Uberlândia.



Escrito por Hideaki às 12h54
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Arquivo de Corridas 169 - parte 1: Pré prova

Como estou numa semana atarefadíssima, só consegui escrever até agora, o pré prova. Aliás, escrevi no sábado a noite mesmo. Correr em "casa" tem essa "vantagem" de que quantitativamente, tem bem menos coisas pra falar. Também peguei um vídeo do meu sprint final na Web Run Legal

http://www.webrun.com.br/fotos/commerceft/videos/index/idVideo/12275/numFotografado/5487/idEvento/432/tb/16438/tl/16303/local/1/?mdireito=nao


 Pré prova

Sexta-feira: Após uma semana bem atarefada, quando nem consegui dormir direito (mais de 3 horas consecutivas) pra descansar pós Maratona de Porto Alegre, resolvi tirar este dia para descansar praticamente o dia todo. À noite, fui com meus pais buscar o kit da Maratona, lá no Ibirapuera. Fiquei sabendo, segundo o Tião Moreira, que o Jõao Gabbardo MM # 1131 tinha acabado de sair, um pouco antes de eu chegar para pegar os kits. Como já eram quase 20 horas, termino da entrega, não peguei fila alguma. Depois fomos jantar no Shopping Ibirapuera. Dia 29 é dia de Nhoque da Maratuna. Assim, fui ao Spoletto, comer Nhoque da Fortuna pela primeira vez nesta loja. Fiquei decepcionado ao ganhar um dólar de verdade. Sempre pensei que a gente ganhasse um dólar de mentirinha, colecionável... Mas o ritual foi feito, e desta vez, coloquei logo o chip da Maratona de São Paulo debaixo do prato. Que Santa Rita de Passa os Trinta nos proteja.

Sábado: Jantar de massas. Comemos pizza no Rascal com a Mayumi, Léo, Ricardo Hoffman, Guilherme e os candidatos a Marathon Maniacs Julio Cordeiro, Paulo Picanha, Esio e Miguel. (Muito obrigado pelas camisas das equipes Acorja e Baleias.) Depois de comer pizza até um “Harahatibu” (em japonês, quando se para de comer nos 80% de capacidade. É saudável parar de comer antes de chegar ao limite). Lembro até da décima fatia e depois parei de contar). E depois fomos até o Starbucks, para tomar um cafezinho "Grande". Cheguei em casa às 23h30. Dormi por volta das 1h30.

 



Escrito por Hideaki às 09h52
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Arquivo de Corridas 168 - parte 2: Prova e Pós prova

Dia da prova:

Despertei às 4h30 para o meu ritual que inclui esvaziar o intestino e banho. Demorei, mas deu tudo certo. Peguei o chip (que já vinha com porta-chip, pra colocar no tornozelo), o meu novo cinto para colocar gel (na verdade, comprei na Track&Field, no Shopping, pois encontrei um melhor), protetor solar, camiseta MM com número de peito e nas costas também, ambos com nome. Mas quando peguei o cronômetro, vi que a bateria tinha esgotado. Já sabia que estava fraca, desde outubro do ano passado, em Buenos Aires. Bom, decidi correr sem relógio, nem cronômetro, nem nada. Uma nova experiência em maratonas... Desci em torno das 6 horas para o café da manhã, onde encontrei alguns atletas, e já peguei direto a van para o local da prova. Na hora que eu saí do hotel, o motorista gritou: “mais uma pessoa!”, então já fui lá. Chegando ao local da prova, uma pequena caminhada até a Arena. Encontrei a Ultra Elisete e fomos conversando. Depois fui encontrando o pessoal da EC Tavares, e, depois de muito procurar os MMs, finalmente encontrei o Dimas e o Nilson. Queria ter conversado com eles um pouco mais neste momento, mas a fila do banheiro estava tão grande, que quando saí, praticamente já estava na hora da prova. Entramos na grade de largada logo que tocou o sinal de largada, e ainda deu tempo de encontrar o Pingüim, pra mais uma foto.

Vamos lá!

Logo nos trechos iniciais, já começava a sentir um pouco do cansaço acumulado de Ilhabela. O cinto de gel novo também incomodava um pouco. De repente, o Nilson me alcança, quando eu pensava que ele já estava lá na frente. Dizia que ia poupar, mas logo já foi me passando. Falei com o Ronald Sekkel e o Milton, e pela primeira vez, vi o Gasômetro, que está completando 80 anos. Houve um trecho meio estreito no começo da prova. A largada foi simultânea para os maratonistas e para o revezamento em duplas, e vários atletas acabavam subindo na calçada. Vi a placa de 1 km, mas depois, não vi quase mais nenhuma placa nos 10 km iniciais. Também eu não estava interessado em ver. Encontrei o Rodolfo na Siqueira Campos, com a sua famosa camiseta de maratona. Passamos pelo Mercado Público, pelo Camelódromo, e iniciamos o retorno na Avenida Mauá. Neste momento, vi dois atletas que se chamavam Carlos, conforme o nome estampado no número do atleta. Ou seja, se alguém estivesse atrás de mim vendo, perceberia três Carlos. Passando de novo pela linha de largada, agora a vez de ir para o bairro. Lembro de ter visto a Faculdade de Medicina da UFRGS em restauração, ao lado da de Direito Depois dos 10 km, o corpo já estava aquecido e as dores / cansaço estavam diminuindo. Assim, comecei a acelerar um pouco, principalmente nas subidas e descidas. Aqui fiz as minhas primeiras ultrapassagens. Mais um pouco de caminho e cheguei numa longa, porém diluída subida para a Rua Dona Laura. Encontrei o Rodolfo, que já estava descendo. Depois de subir rapidamente, que delicia que foi aquela descida. Até percebi que dois caras estavam falando algo sobre mim citando o meu número de peito, mas nem entendi. A partir daí, comecei a usar a minha tática de começar a correr de olhos fechados. Os trechos eram retos, sem muitos obstáculos. Assim, fui seguindo até por volta dos 15 Km. Na hora de virar para a Rua Botafogo, se não me engano uma rua com corredor de ônibus, se eu tivesse virado o pescoço pra esquerda enquanto virava pra direita, teria visto o Estádio Olímpico. Aliás, no trecho seguinte, vi uma grande construção na Avenida Praia de Belas, e comecei a achar que era um estádio. Sabia que não era o Olímpico, principalmente pelas cores. Na verdade, era um Shopping. Aproximando mais uma vez da região de largada, já estávamos na segunda metade da prova. No aspecto de percurso. Esta maratona pode ser dita literalmente como “duas meias em uma”, com a segunda parte às margens do Rio Guaíba, por quase toda a extensão do percurso. O local para registrar o chip estava perto do Gasômetro, onde encontrei o Ademir e o JC Baldi. Também vi a Sabine e o Rodolfo retornando, do outro lado da pista. Quando comecei o retorno, fiquei maravilhado com a paisagem eu envolvia o Rio Guaíba. Os quiosques (que não faziam parte da prova) tinham a marca de Gatorade. Aliás, todo o esquema de abastecimento desta prova estava excelente. Até achei a água muito gelada em alguns pontos. Foi a primeira vez que eu não fiquei carregando o copinho durante a prova. Sabia que ia encontrar um ponto logo adiante. Por volta dos 25 km, o cansaço voltou um pouco. Assim, já comecei a administrar. Lembrei a técnica do Passo do Urubu Malandro, inventada pelo Ivo Cantor, e que me foi passada pelo Dimas. Do outro lado da pista, atletas de revezamento e de cadeirantes estavam a mil, com alguns maratonistas já nos últimos kms. Passei pelo do Gigante do Beira Rio mas na ida, eu estava mais preocupado em ver o restaurante Montana Grill, que ficava dentro do estacionamento, ao meu lado direito, enquanto que o estádio ficava do lado esquerdo. Passei pelo Museu Fundação Iberê Camargo, e depois pelo Shopping. Por aqui, encontrei o Julio Cordeiro, e o João Gabbardo. Falei pra ele que eu tava cansado, mas que ia terminar. 30 km, e começamos a entrar numa região de bairro. Estava bem arborizada, e dava vontade de fazer um “pipit stop”. A vontade eu tinha desde quase o início da prova, mas achei melhor administrar. Até que nos 32 km, vi um cara que descobriu uma parede “escondida” ideal para ficar mais leve. Mas eu já estava passando desse ponto, não ia querer voltar. Esse cara me alcançou, conversamos um pouco sobre subidas e descidas, e ele foi adiante. No bairro, foi muito bom receber o incentivo das famílias que estavam assistindo à prova. A esta altura, já estava recuperando velocidade ao ponto de passar por alguns atletas de revezamento, mas queria algum incentivo pra voltar a acelerar. Eis que aparece uma bela subidinha curta. Fiz um “tiro”, ao ponto de poder sentir o vento, e quando já estava de volta nas margens do Rio Guaíba, esbocei um sprint final de 7 km. Porém, a esta altura, o sol estava muito forte. Na ida do Rio Guaíba, nem percebi muito, pois o sol estava atrás, mas vê-lo de frente era de abalar a decisão de fazer sprint longo. De repente, percebi que sempre que fiz os sprints de mais de 6 km, o clima estava bem ameno (SP 08, Buenos Aires 08, Punta del Este 08, Castelhanos 09, etc). Em Rio Grande, não lembro da temperatura me incomodando. Já em Curitiba 07 e 08, e Santa Catarina 09, realmente tive que deixar o sprint apenas para o km final. Depois conversei com vários atletas locais e foram praticamente unânimes em dizer que tinha sido a maratona mais quente nos últimos 5 anos. Então decidi variar entre correr e trotar rápido. A esta altura, não deixei passar mais nenhum maratonista, e cacei alguns atletas do revezamento. No Iberê Camargo, encontrei o Rodolfo, e logo depois a Sabine. Fiquei pensando: bom, o caminho que falta até a chegada, teoricamente é o caminho que nós caminharíamos ontem, se não tivéssemos pego táxi. Cerca de 5 km. Nessa de acelerar e reduzir, fui encontrando o Miguel, o Eduardo (RP), o João Gabbardo (retornando) o Dimas, o atleta que corre com um uniforme de onça (que tá em todas), além de ser chamado pelo Adilson, um atleta que participou de Rio Grande e me reconheceu. Ele me perguntou se eu tinha quebrado, pois meu tempo em Rio Grande foi bem melhor. Pois é, em Rio Grande, eu estava bem mais preparado mesmo (e menos cansado). Apenas nos 40 km, tive coragem de fazer o sprint definitivo. Delicioso. Começava a abrir um sorriso no rosto. Passei mais alguns atletas de revezamento e quando já via a linha de chegada, encontrei o Chico – Gremista, amigo do Rodolfo e do Nishi, que o conheci em Floripa. Aproveitei uma pequena descida com curvas, para tangenciar, e terminar no pique. Passei por mais dois atletas antes de terminar a prova. Missão Cumprida. Joguei vários copos de água no corpo e esperei o pessoal chegar (Miguel, Eduardo, Dimas, Rodolfo, Sabine) para ir pegar a medalha e a comida. Infelizmente, tivemos que devolver o porta chip. Frutas a vontade, um bolinho de laranja delicioso e barra de cereal, alem de Gatorade. Como é bom encontrar o pessoal após uma prova dessas. O Bruno Thomaz tinha feito um excelente tempo na meia maratona (ele havia dito quando eu estava passando na região da largada na metade da maratona, mas na hora, não tinha entendido nada). E o pessoal da EC Tavares também estava lá. Após pegar os meus pertences, fiquei andando, assistindo à premiação, até que percebi que todo mundo já tinha ido embora. Então, resolvi pegar a van para o alojamento. Ainda encontrei a Ultra Elisete no caminho. Ela pegou a van que estava saindo, e eu fiquei esperando o próximo. Quando perguntado se a van ia demorar, o staff responsável pelo traslado nos mostrou o transito naquela rua, parcialmente bloqueada para a corrida. A piada do momento: “esses maratonistas que ficam atrapalhando a vida da Cidade”. E semana que vem, é a vez dos paulistanos. Fui conversando com os atletas que estavam esperando. Pessoal do Rio, do Paraguai, e de cidades próximas.

 

Pós prova:

Logo que a van me deixou no hotel, comecei a ligar para o Bruno e para o JC, como faríamos para ir ao jogo do Grêmio às 16 horas. Já tinha passado das 13 horas. Logo, o JC me ligou, me convidando para almoçar com o pessoal da Equipe dele. Churrascaria Dom Henrique (Espeto corrido, por R$ 15, além de arroz, salada, polenta, a vontade. O primeiro corte que experimentei, foi um maravilhoso vacio). Ficamos até o restaurante fechar às 16 horas. O Julio levou o José Luiz e sua esposa para o Aeroporto, e de lá, fomos direto para o Estádio Olímpico. A entrada estava R$ 40. Chegamos bem no intervalo, e o jogo estava 0x0. Telefonamos pra encontrar o pessoal: Bruno, Julio Cordeiro e Família, Miguel, estavam todos lá. No segundo tempo, estávamos mais preocupados em conversar do que ver o jogo, mas com os olhos sempre voltados para o campo. Placar final: Grêmio 2x0 Botafogo. Eu e o JC fomos os pé quentes da tarde. O JC me deixou no hotel, mas como o transito estava muito cheio, em certo momento, encontramos mais uma vez o Julio Cordeiro e família, que estavam voltando do estádio à pé. Chegando no hotel, deitei e comecei a assistir ao jogo Flamengo e Santo André. O carioca estava vencendo. Assisti a dois golaços de cada. O jogo terminaria 2x1 pro Fla, mas acabei adormecendo após o gol do Josias, pra despertar apenas as 1h da madrugada. Após me arrumar e dormir de novo, às 5h30 já saía para o Salgado Filho, via táxi, para pegar o avião. Encontrei o Paulo e outros atletas no aeroporto. Nós pegamos o mesmo avião, mas lugares diferentes. Dormi a viagem toda, e conversamos no traslado de ônibus de Viracopos até Barra Funda. Cheguei em casa às 11h30. Agora, maratona de relatórios (do trabalho, não das corridas...)



Escrito por Hideaki às 22h12
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Arquivo de Corridas 168 - parte 1: Pré prova

Pré prova

Saí de São Paulo logo após o almoço de sexta-feira, e fui à estação Barra Funda, para pegar o traslado até o Aeroporto de Viracopos. Na plataforma, conheci o Paulo, que iria correr sua segunda maratona em Porto Alegre. Fomos conversando durante o ônibus, e também pegamos lugares próximos no avião, para continuar as discussões sobre o pedestrianismo. No avião, ainda conhecemos o Ivo e o Jorge, corredores de Salvador (me perdoem se eu estiver confundindo, pois conversamos tanto de provas no Nordeste...), que também estavam indo correr. O Ivo, estreante em maratonas. Chegando no Aeroporto Salgado Filho, as vans já estavam a disposição, para levar os atletas aos hotéis conveniados e ao alojamento. Eu fiquei no Hotel Máster Executivo, e o Paulo foi ao alojamento. A culpa foi minha por ter deixado pra última hora, mas não gostei da localização do Hotel, no Centro, longe de tudo. Sem falar que as lojas fecham cedo lá. Mas por uma agradável surpresa do destino, ficava pertinho da casa e da loja do Edu, meu colega de faculdade, que mora em Porto Alegre. Havíamos combinado de nos encontrar se possível, pois ele iria viajar para São Paulo justamente no dia seguinte! Mas deu tudo certo. Afinal, a casa dele ficava na quadra ao lado do hotel. Fomos jantar num rodízio de pizzas (Pizzaria Cheiro Verde – bom e barato, com direito a alguns tipos de carne e sobremesa). Após o desgaste de Ilhabela, o carbo loading, estava sendo bem feito, pelo menos para o paladar. Voltei ao Hotel e fui descansar.

No dia seguinte, tomei café da manhã em cima da hora do término deste serviço no Hotel (10h), e encontrei alguns atletas. Havia combinado o Encontro Nacional dos Marathon Maniacs, às 11h30, na retirada do kit, no Anfiteatro Pôr do Sol. Saí do hotel e (após visitar a loja Hoshi, onde conheci o Ernesto, sócio do Edu) fui andando para dar uma passadinha rápida no Mercado Municipal, como gosto de fazer sempre. Mas sem pastéis, nem petiscos. Passagem relâmpago, pois tava na hora de ir ao encontro. Estava na Siqueira Campos, e fui correndo, parando às vezes para perguntar o caminho. Até que num parque, um senhor me indicou com muita atenção, como chegar ao Parque da Harmonia. A esta altura, o Bruno Thomaz (que não sabia do encontro), me tinha passado uma mensagem, que eu interpretei como se fosse um MM cobrando o meu atraso. Isso às 11h25. Depois recebi mensagem do João, o Nilson me ligou, e eu correndo, desesperado. Quando pensei que finalmente cheguei no Parque da Harmonia, ainda havia um BOM trajeto até o Anfiteatro. E eu fui correndo... Até que, quando já dava pra ver a entrega de kits, avistei o Rodolfo, chegando ao local, na maior calma. E eu suado, com o meu agasalho. Encontramos o João, o Nilson, e esperamos o JC Baldi chegar. Após pegar o kit e comprar um cinto porta gel (por incrível que pareça, esqueci deste item em casa), ficamos conversando com o pessoal da Contra Relógio, o pessoal de Pernambuco (Julio Cordeiro e Cia), a Rose e a Maria (EC Tavares), a Denise Amaral e o Ademir sãopaulino, o Ivo e o Jorge, e muitos outros atletas. Depois de ficar assando por algum tempo abaixo daquele sol, e não se evitava comentários do tipo “que bom se tiver esse solzão amanhã”, finalmente tiramos as fotos dos Maniacs (já com o JC) e fomos para o Restaurante Copacabana (à la carte, massa maravilhosa) para a nossa reunião (com direito a ata rabiscada num papel anúncio de corrida). Convidamos o Pinguim para registrar o encontro em fotos, e tivemos aulas de conhecimento geral, como alfabeto russo, além do funcionamento da máquina fotográfica. Um pouco mais tarde, chegou o Dimas, também candidato a Marathon Maniacs. Estavam lá também os atletas José Luis e sua esposa Maria Helena, do Rio, e o meu amigo Milton (que conheci nas viagens com a EC Tavares) e que o Pingüim “pescou” para participar do nosso almoço. Após o delicioso almoço, o João nos deu carona até o Shopping Barra Sul, onde estava acontecendo a exposição “Corpo Humano”. Como diziam o Dimas e o Nilson (fui com eles), fomos ver como os tendões dos nossos pés sofrem. Exposição muito legal, sendo que o que mais me impressionou foi o setor do sistema circulatório, dissecado. Depois da cansativa, porém interessante visita, fomos tomar sorvete Troppo Bueno. Adoro gelati italiano! Em seguida, fomos andando até o Museu Fundação Iberê Camargo. Com todo o respeito ao artista, àquela altura, eu já estava de saco cheio para prestar atenção nas obras (e olha que na época que eu fiz curso de pintura, ia para uma mesma exposição de duas a quatro vezes), mas achei impressionante, a arquitetura do Museu. São quatro andares, e inicialmente subimos de elevador até o topo, e vamos descendo pelas rampas, passando por todos os andares. E nos corredores (rampas), há janelas que mostram o Rio Guaíba, como se fosse um quadro. E nos corredores dos andares de baixo, janelas no teto, o que dá uma impressão de suspensão. Muito legal!! Saindo do Museu, já estava escuro (aliás, quando saímos do Shopping, tiramos belas fotos do crepúsculo) e discutimos se iríamos andando, ou pegaríamos um táxi. Fomos de Táxi até o jantar de massas, no Galpão Crioulo. R$ 20 para participar, com bebidas a parte. Lá, conhecemos o Mauricio e o Jorge, atletas de Santa Catarina, que idealizaram um projeto desafio, para correr as 6 maratonas brasileiras. Também conheci pessoalmente o Bruno Thomaz, o Miguel de BH, e reencontrei vários amigos que já tinha visto de manhã. Combinei com o Julio Cordeiro, de fazer uma ligação surpresa para a Mayumi, e falei em japonês para combinar nosso encontro pré maratona de São Paulo, dizendo que ia iria convidar um atleta para participar. Era o próprio Julio, mas a Mayumi pensou que o atleta iria falar em japonês. E os presentes na mesa também se divertiam com eu falando em japonês. Eu fiquei com o pessoal da Equipe Tavares até o final do jantar. E logo quando os atletas foram todos embora, no palco, começaram a apresentar dança típica gaúcha. Acabei chegando no hotel às 22h, e só dormi por volta das 0h30. E depois fiquei sabendo que a essa hora, a Mayumi postou em seu blog às 0h26: “o pessoal que vai correr a maratona deve estar dormindo a esta hora”. Até lá, fiquei estudando o trajeto, e li o jornal Sprint Final, que veio no kit. Com artigos do Bruno e do João.



Escrito por Hideaki às 22h11
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Arquivo de Corridas 167 - parte 2: Prova e pós prova

Dia da prova:

Só consegui sair do Hotel às 6h20. A prova começaria às 7h. Então, tive que correr uns 25 minutos (mesclando paradas para perguntar o caminho para os moradores), até o campo do Galera, local de início da prova. Logo fui encontrando o Nishi, a Tomiko, o Gustavo e a Sônia. Retirei os 2 chips da prova, e coloquei no tênis usando os arames. Eis que aparece o Ortega para me pedir o repelente. Eu ainda tinha que passar protetor solar, repelente... estava atrasadíssimo. O Sr. Davi (Presidente da Corpore) já estava fazendo a contagem regressiva, quando eu deixava minhas coisas no guarda volumes (ônibus) e, ao mesmo tempo, enchia o meu cinto de géis de carboidrato. Não sei por que, perdi tempo colocando dinheiro no bolso impermeável do calção. Onde eu ia gastar? Pra tomar cerveja na Praia de Castelhanos? (P.S.: eu não bebo). Na hora que terminei, tocou o sinal de largada. Fui correndo até a largada. Dei uma acelerada, só pra alcançar o pessoal. Comecei a conversar com o Enio e com o Paulo (conheci-os pessoalmente neste momento), quando de repente, o nó do meu tênis desamarrou. Não sei quanto tempo faz que isso não acontecia. Parei, amarrei o tênis e os alcancei de novo. Todo mundo poupando energia e eu desperdiçando por pura falta de planejamento... Logo começou a subida no trecho de terra (onde começa o trecho “Castelhanos” para quem faz a prova em Equipe). Por ser a minha estréia em corridas de montanha (desconsiderando as rústicas 10 km), fui curtindo cada momento. As árvores, as sombras, o Sol que começava a mostrar a cara (mas não sofremos muito durante a prova, pois as árvores nos protegiam de contato direto com a luz solar)... quando de repente, começaram a surgir as poças de água. Foi mais ou menos neste momento que a Marina e a Hedy me alcançaram (também as conheci pessoalmente neste momento. Depois elas me deixaram comendo poeira) e comentei que, do jeito que eu sou fresco, eu sei que vou molhar o tênis no Rio perto de Castelhanos, mas mesmo assim, tento evitar as poças neste trecho. O meu ritmo na subida foi de uma forma que, qualquer um que me visse, ou me filmasse, diria que andei nesta subida. Mas eu sempre forçava a perna para dar um salto (visivelmente imperceptível) só pra dizer depois que eu não tinha andado em nenhum momento desta subida. Mais energia desperdiçada, mas desta vez, com convicção. No momento que cheguei no topo da montanha (em torno dos 10 km, que passei com cerca de 1h30 de prova. Não havia marcação por km), provavelmente eu era o último colocado até então. Peguei a garrafa de Gatorade e desci com tudo, encontrando logo o Gustavo e a Sonia. No começo, foi divertido poder correr, mas logo já encontramos os trechos com lama e poças, ou descida acentuada, que me impedia de descer “sem freio”. Durante a descida, lembrei de uma frase atribuída (nunca perguntei pessoalmente) ao Agnaldo Sampaio (que também estava em Ilhabela, com a Acrimet) em que “é melhor descer com tudo, do que com freios, para evitar lesão”. Mas isso, em solos regulares. Naquele trecho, não dava, de jeito nenhum. Por outro lado, a esta altura, estava com vontade de ir ao banheiro. Depois de hesitar por muito tempo, esperei apenas passar algumas centenas de metros de um ponto de apoio, e fiz o meu primeiro “pipit stop” em céu aberto (a primeira, e até então única vez, em banheiro químico, tinha sido em Cubatão, em Abril/2009), um pouco antes dos 15 km (que passei com um pouco mais de 2 horas) de prova. Ainda bem que a esta altura, eu sabia que não havia nenhum outro atleta por perto. Depois conversei com outros atletas que estavam apreensivos para fazer seus pipitstops, pois poderiam passar atletas a qualquer momento. Em seguida, já começava a ver os atletas no caminho de volta. Foi impressionante a forma como o Campeão da prova escalava a montanha, segurando os galhos, saltando para áreas mais firmes pra pisar... Só o vi por menos de 30 segundos, mas foi o suficiente pra acreditar que ele concluiu esta prova sem andar. Depois vi o Jorge “China”, então em quarto lugar, e mais pra frente, perto do nível do Mar, o Nishi, a Tomiko, e outros amigos. Na descida, ainda ultrapassei alguns atletas, mas em alguns trechos, a lama praticamente engolia o tênis inteiro. Efeito devastador da chuva de ontem. Finalmente chegando ao nível do mar, logo, alcancei o tal do Rio. Eram três no total. Os staffs orientavam quais eram os pontos rasos, mas mesmo assim, no primeiro rio, a água cobriu o meu joelho (minha perna é curta). A água estava geladinha, gostosa, e ainda lavou todo o tênis sujo de lama. Poderia ter um rio assim, antes de terminar a prova. Os staffs estavam esperando para quem quisesse trocar os tênis, ou deixar os seus lá, para correr na Praia de Castelhanos descalços. E chegando a Praia... que maravilha de praia... Provavelmente a Praia mais linda que eu já vi na minha vida, ainda que a minha percepção estivesse temperada pelo percurso duríssimo desta prova. O azul do mar... o horizonte... a areia... corri o trecho todo olhando para a esquerda, onde estava o mar. Parecia que o meu espírito estava sendo lavado naquele instante. Um pouco mais a frente, a marca dos 20 km e o ponto de abastecimento. Havia frutas, gatorade, salgado, malto dextrina, banheiro (que não usei aqui), e o Enio, que estava tirando fotos. Cheguei neste ponto com 2h45. Descansei uns cinco minutos e comecei o caminho de volta. Mas não resisti, e pela primeira vez na prova, tive de admitir que andei. Andei pra curtir por alguns segundos a mais aquela bela paisagem, antes de me despedir da Praia de Castelhanos. Passando de novo pelos rios, de volta à Montanha. Estava animadíssimo pra subir correndo, mas logo eu vi que tinha um 4x4 (carro comum não chega até Castelhanos) atolado na lama. Era região de lama bem macia, e imediatamente decidi que não iria mais correr até chegar ao topo da montanha. Até parecia que eram “mud hands”, mãos de barro que nos arrastavam para baixo. A cada três passos, voltava um, afundando na lama. Neste momento, lembrei do Paulo Starzyski (da Nossa Turma) me dando dicas sobre “andar estrategicamente” nas ultras. Ainda que fosse impossível, pra mim, correr naquele momento. Durante a subida, conheci mais um atleta Paulo e fomos conversando até que ele me ultrapassou. Ele dizia que ia parar na cachoeira lá em cima para lavar os tênis. No final, acabei fazendo uns 7 ou 8 km de caminhada na subida. Não sei a distância exata. Fui curtindo cada momento de prova, e de vez em quando, me incomodava com as picadas dos mosquitos. A esta altura, o repelente já era. Sempre que eu passava nos postos de abastecimento, ou quando aparecia um staff de moto, eles me perguntavam se eu tava bem. Bom, como eu tava me poupando, eu tava bem. Mas tinha que ser naquela velocidade mesmo. Na subida, ainda fiz o meu segundo pipit stop na prova. Passei andando pela cachoeira citada pelo Paulo. Chegando no topo, encontrei o Enio de novo, no posto de abastecimento. Estavam oferecendo Gatorade, frutas e bolacha salgada. Enquanto nos abastecíamos, os mosquitos também faziam a festa nas nossas pernas. Bom, salvo engano, cheguei ao topo com 4h45 minutos. Menos de 30 km (27 km?) em mais de 40 horas é um pequeno ataque à vaidade própria, ainda que seja algo estratégico. Mas o resto era só descida. “Salvei o jogo, apertei o reset” e disparei na descida. Que delícia. Em certo momento, até me lembrei do Marcos Sanches (Nossa Turma), quando ele me acompanhou na última perna de quando participamos no revezamento. Até parecia que ele estava correndo junto de novo, ao lado. Um pouco depois, encontrei dois corredores que estavam descendo este trecho. Pensei: “opa, vou ganhar duas posições?” Passei correndo por eles, mas na verdade, eram atletas que estavam participando do “trecho Castelhanos” do revezamento. Aliás, depois conversei com alguns concluintes do Desafio Castelhanos e descobri que ultrapassamos vários atletas que estavam fazendo o revezamento. Bom, lógico que tinham alguns que me deixaram comendo poeira, mas considerando que geralmente este trecho é feito pelo atleta mais experiente, imagino que ou havia muitas equipes sem esse atleta com “experiência para fazer Castelhanos, ou mesmo descidas na terra”, ou algumas equipes não estudaram o regulamento, na hora de decidir a ordem dos atletas. Durante a descida, encontrei o Ultramaratonista Emerson, que conheci em Cubatão, que estava subindo. E foi muito divertido pois vários atletas mal sabiam que a gente (com o número de peito laranja) estava fazendo o Desafio Castelhanos, e davam incentivos como “Falta pouco” quando pra gente ainda faltava 8 km ao invés dos 3 km pra eles, ou “Quanto falta (pra chegar no final da subida deles)”, sendo que o “nosso topo” ficava mais acima que o “topo” do revezamento. No final do trecho ainda foi gostoso, pois participei de uma disputa de sprint final com dois atletas que estavam no revezamento. Mas antes da “chegada”, desacelerei, pois tinha que perguntar para o staff, onde ia ser a minha continuação. Os staffs anunciavam nossos nomes e todos aplaudiam. Nada mal pro nosso ego. Na reta (plano) final, não tinha segredo. O gás que eu tinha, já tinha gastado tudo na descida. 4 km de trote tranqüilo. E ainda passei um atleta do revezamento (outros me deixaram pra trás). Passei em frente à entrada do meu Hotel, enfrentei uma ou outra subida, e quando visualizei a placa da BL3, preparei o meu split final. Como na prova de revezamento, é permitido aos concluintes das provas, uma pequena intenção de “volta olímpica”, onde entramos numa pista, e a temos ela inteira para curtir os últimos momentos de prova. O locutor era o Paulo Bueno, e quando entrei na pista final, ele mandou o DJ tocar Eyes of Tiger. Animei pro split final e terminei esta dura, porem deliciosa prova. Logo recebi a medalha... Pesadíssima!! Tanto que “arrebentou” a faixa e caiu. Tinha acontecido isso com a Tomiko, e depois com o Enio também. Fomos acompanhando a chegada dos ultramaratonistas, mas num momento, tive que ir pra Vila (Centro) fazer umas compras, e não pude aplaudir a chegada do Gustavo e da Sônia...

 

Pós prova

Durante todo o tempo que esperei, consumi uns três sorvetes de palito (sabores interessantes, como abacate e alfajor). No último que comi, de tangerina, quando não agüentava mais sorvete, o palito estava premiado. Dei de presente ao Emerson, que havia acabado de terminar a prova com sua equipe. Tava com preguiça de voltar para o Hotel, e fiquei a tarde toda conversando com o pessoal da Corpore. Cheguei no hotel apenas às 18h30. Fiquei relaxando e depois tomei banho para ir à “balada” pós prova. Na hora que desci para a recepção, encontrei o pessoal do quarto de cima que participou do revezamento. E graças a sugestão do recepcionista, acabei ganhando carona até a Vila, onde acontecia a premiação. Me despedi dos meus novos amigos e fui procurar o pessoal do Desafio. A Naoko, Tomiko, Paulo Sak, Agnaldo e Paty (revezamento), Emerson, e demais. Encontrei (cheguei a ver de longe), mas não consegui falar com o Jorge “China” e com a Marina. Após o término da premiação, fui xeretar a tal balada no Sushi Bar com o Paulo. Ainda estava vazia. Como estava acontecendo a Festa de São Benedito em Ilhabela (com presença do Chico Cesar), decidi comer algo na quermesse (não tinha comido nada alem do kit pós prova e um chocolate de antioxidante). As lojas estavam abertas e ainda paramos numa livraria café para conversar, comendo empanada. O Paulo me deixou no Hotel perto da meia noite e dormi, No dia seguinte, viajaria cedo. No Domingo, despertei às 7h, para pegar o ônibus das 8h30. Quando solicitei o check out antecipado pro dono-recepcionista da pousada, ele reclamou, dizendo que queria dormir até 8h, mas no final, acertamos que eu ia trancar o portão e arremessar a chave no jardim. Até cheguei a ficar preocupado com a demora da chegada do ônibus e da partida da balsa (funciona 24 horas. A duração da viagem é de 12 minutos), mas deu tudo certo e por volta das 13 horas, já estava em casa, tentando arrumar carona pra ir ao Morumbi, ver o Tricolor jogar. Como ninguém tava a fim, resolvi descansar e ficar vendo sites / blogs de corrida. Fui deitar em definitivo às 19 horas da noite. Não havia percebido, mas o meu corpo realmente estava cansado... Despertei apenas 12 horas depois...



Escrito por Hideaki às 11h35
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Arquivo de Corridas 167 - parte 1: Pré prova

Pré prova

No momento que arrumava minha mala para viajar para Ilhabela, percebi que meu cronometro estava sem bateria. Assim, resolvi ir com o relógio normal de pulso. Algo me diz que este é o primeiro passo para eu abandonar de vez o cronômetro pra minhas provas. Vou trocar de bateria (ou de frequencimetro) pelo menos mais uma vez, mas já estou de saco cheio de ficar apertando o botãozinho a cada km percorrido durante uma prova. Também enquanto arrumava a mala, e fui imprimir o comprovante de inscrição, descobri que esta seria a minha primeira prova da Corpore neste ano. Na quinta a noite, o meu pai, que a partir deste ano está trabalhando em outra cidade e só fica em casa no começo da semana, estava em casa, e resolveu que iríamos jantar no Rodízio de Pizza, perto de casa. Comi até não agüentar mais. Nestas três semanas que antecederam a prova, eu estava muito mal de saúde, alternando “desvios na coluna” (minha doença crônica. Em certas épocas do ano, fico com uma perna mais curta que a outra, e às vezes não consigo sair da cama.) e febre com resfriado. Felizmente me recuperei a tempo da nova “Temporada de Maratonas”, mas engordei cerca de 3 kg, partindo de São Paulo com 89 kg. Bom, não seria esse jantar que ia fazer diferença no aspecto negativo. Na sexta, uma última massagem preventiva para não sentir o meu problema da coluna, e saí de casa pra pegar o ônibus do meio dia, conforme havia combinado com o Ortega. Como sempre, dormi praticamente a viagem toda, pois estava madrugando para adiantar o trabalho. Chegando em São Sebastião, já comprei a passagem de volta e pegamos a balsa (Ferry Boat) para a Ilhabela. Estava chuviscando. E continuaria assim até a noite. Preocupação quanto ao caminho de terra da prova... De lá, direto para o BL3, ponto de retirada dos kits. No caminho, passamos pelo posto onde compramos o gelo e onde verificamos o que tinha quebrado no carro do Mauro, quando participei do revezamento Ilhabela 2007. O posto estava em reforma... Após retirarmos o kit, fomos até o centro (Vila), onde teríamos que ir até a loja da Doox (patrocinadora. Loja estilo Track & Field) para retirar a camiseta. Cerca de 1 km de caminhada. O céu já estava escurecendo e o Ortega ainda teria que encontrar Hotel. Pegamos o ônibus (R$ 2) e ele desceu um ponto antes do meu. Eu já tinha quarto reservado no Golfinho II. Fiz o check in. Na hora, fiquei sabendo que o café para os atletas seria servido APENAS das 3h às 4h da madrugada, e se perdesse esse horário, depois só às 8h. Vi meu relógio. 18h. Resolvi descansar um pouco até as 19 horas, e logo fiz uma caminhada para encontrar um restaurante legal. Escolhi o “Píer 18” e fiz a festa no Rodízio de Massas. Farfalle ao alho e óleo maravilhoso!! Cheguei ao Hotel entre 21 e 22h e logo tentei dormir. Na tentativa de ler HQs antes de dormir, acabei adormecendo com a luz de cima ligada, e despertei por volta de 0h30, para desligar a luz. Desperto de novo às 3h para o café da manhã. Só tinha eu e mais um atleta. O recepcionista havia alertado que era melhor chegar ao café por volta das 3h mesmo, para não acabar a comida (!!), mas os atletas do revezamento desceram todos por volta das 4h mesmo, na hora que eu tentava dormir mais um pouco. Despertei em definitivo às 5h, e fiz todo o meu ritual de dia de prova. Tive dificuldade para esvaziar o intestino, e só consegui sair do Hotel às 6h20. A prova começaria às 7h.

 



Escrito por Hideaki às 11h34
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Arquivo de Corridas 166 - parte 2: Prova e pós prova

Dada a largada, fui na boa, mas estranhei, pois o primeiro quilômetro só chegou com 7 minutos no meu cronometro. Aliás, o tapete de largada também não estava no melhor lugar possível, com o pórtico de largada para identificar. Tive que ativar o cronometro as pressas. Inicialmente, tivemos que correr em direçao à UFSC (6,5 km de prova) para retornar. O segundo e o terceiro kms, acabei fazendo um pouco mais forte que o planejado, pois estava gostoso, mas ainda nada que impedisse o meu plano geral de prova. De repente, os atletas da prova de 10 Km começam a passar pelos maratonistas, fazendo zigue zague. Vi a Paty (Acrimet / Nossa Turma) passar. Logo comecei a ver os atletas já no caminho de volta. O Adriano Bastos estava bem atrás do grupo que liderava a prova, Depois vi a Paty (prova de 10 km), Naoko, Dimas, João Gabbardo e Nilson que estavam correndo juntos, Alberto, Ultramaratonista de Campinas que conheci em Foz, Julio e um pouco depois o Paulo Picanha. De repente, alguem me chama. Era o Nishi, comentarista assiduo do blog do Rodolfo Lucena, que também deve ser conhecido dos runners orkuteiros. Após o retorno dos 6,5 km, eu já havia estabilizado minha velocidade, me preparando para fazer o split negativo, quando o Nishi e o seu amigo Francisco (gremista, corre com o uniforme, e eu já visto ele em Buenos Aires) me alcançaram e começamos a conversar. O papo estava tão agradável que acabei abandonando a idéia do split negativo e fui acompanhando o ritmo deles, em torno de 5min30 por km. Mas um pouco depois de passar pela Arena e começar o trecho rumo ao sul do centro, já comecei a sentir umas dores, talvez acumuladas da Ultra de Cubatão e, antes dos 16 km, reduzi o ritmo, me separando da dupla. O sol já estava forte, e sem nenhuma núvem. Excelente clima pra quem iria pegar uma praia NESTE dia. Na hora que cheguei no Túnel da Via Expressa Sul (17 km), ainda recuperei um pouco a velocidade. Mesmo na Maratona de SP, adoro correr nos túneis. Aqui, passei pelo Eduardo, de Ribeirão. O André, que mora em Floripa, havia dito que depois do túnel haveria um posto de água. Já estava esperando este posto quando... não encontrei nada. Na hora, nem liguei tanto, e continuei a corrida. O posto seguinte só apareceu nos 20 km. Até então, não havia nada o que reclamar dos postos de hidratação. O Eduardo me alcançou e fui conversando com ele. Cumprimentavamos os atletas que já estavam no caminho de volta da Via Expressa Sul. Conheci também um atleta de Curitiba, que corria gravando todas as cenas da prova, com um vídeo. O retorno estava nos 22 km.

Até aqui, sinceramente, não senti nenhuma falta da hidratação. O calor, comparado com Cubatão, estava bem ameno. Só comecei a poupar por eu ter abandonado a estratégia no começo e ter corrido acompanhando outros corredores (com exceção da minha estréia e esta, eu nunca corro maratona no ritmo de outros altetas), e não sabia como meu corpo ia reagir a isso. Sendo mais sincero, acho que ia terminar a prova sem perceber da falta de água, se eu corresse realmente sozinho, sem ouvir a reclamação de outros ateltas, conhecidos ou não. Eu lembro que teve trechos em que não havia postos de água por mais de 5 km (o que é inadimissível. Ninguem tem a obrigação de treinar para maratonas sem distribuição de água), mas não lembro de ter sentido sede. Mesmo assim, depois do retorno dos 22 km, consegui aumentar um pouco a velocidade (mesmo assim, fiz este trecho uns 20 segundos a mais por km, do que estou acostumado). Quando eu pego um copo de água e não uso na hora, eu tenho o hábito de segurar o copo posteriormente esvaziado por quantos quilometros for preciso, para jogar fora só na área do próximo posto de água. Daí, num trecho de viaduto, já perto da ponte Hercílio Luz, ouvi um cara razoavelmente atrás de mim gritando: "ei, você, me dá essa água aí!!". E na minha mão, havia um copo vazio. Não sei se esse atleta gritou pra mim, ou se para alguem que estava no caminho. Mas se ele teve força pra gritar daquela forma, não era algo emergencial. Deixei ele pra trás, mesmo porque logo a seguir, havia um posto de água. Joguei fora meu copo, e fui adiante.

Chegando nos 32 km (local de largada, e portanto a partir daqui iriamos refazer parte do trecho do inicio da prova), como sempre, é o momento que eu sinto o "runner´s high", "momento endorfina", "barato do corredor", ou seja lá como chamar. Estava num momento delicioso e disparei até... o km 33. Péssimo negócio. Estava sem dores (nem mesmo os vestígios de desgaste de Cubatão), estava mentalmente animado para correr os 9 km finais, mas tive a sensação de "acabou o combustível", que tinha sentido por volta dos 70 km de Cubatão. De repente, "lembrei" que esta prova era a minha décima maratona. (perdi a conta depois que comecei a contar as ultras também). Não ia querer andar pela primeira vez, logo nessa prova "comemorativa". Então resolvi manter um ritmo bem conservador, só no trotinho. Depois de chegar no ponto de retorno (36,5 km, onde ficava o Shopping), meus trotes já estavam passando de 7 min por km, chegando a 8m11s, no 39º km. No último (ou penúltimo?) posto de água, por volta dos 39 km, um staff veio correndo em minha direção pra entregar um copo de água e começou a me "puxar" num tirmo mais forte, dizendo que só faltavam 3 km. Eu acompanhei a acelerada dele nesse trecho, mas dentro de mim, ficava pensando: "não enche o saco e deixa eu curtir os meus últimos 24 minutos (3 km x 8 min) de prova". Depois que ele parou de me acompanhar, voltei para o meu trote conservador. Num trecho, também por volta desses 39 km, encontrei um atleta que mesclava caminhada com corrida. No começo, ele me passava quando corria, e eu o passava quando ele caminhava, Ele até comentou pra mim que tentava correr, mas que não aguentava mais correr por muito tempo e daí andava. Eu fui na minha, só no trotinho. Eis que vi a placa de 41 km e pensei: bom, acho que agora eu posso ir com tudo, que 1 km é muito pouco tempo pra eu quebrar. E comecei meu sprint final de 1,3 km. Que delícia voltar a correr. Acho que passei uns 5 altetas no km final, que fiz em 5min13 e terminei forte os 195m finais. 4h24m41s. Tempo líquido.


Fui muito bem atendido pós prova, ganhando vários copos de água (mas soube que quem chegou 5 minutos depois, já tinha ficado sem nenhum), muita comida pós prova (furtas a vontade, barra de cereal, suco em caixinha (conversando, dava pra repetir), e até um x-salada). Sinceramente não consigo botar na cabeça que o erro grave da falta de água foi de "má indole". Acredito que foi de "incompetência simples" e portanto, dou meu voto de segunda chance para o ano que vem.

Os Marathon Maniacs já tinham voltado para seus hotéis, mas encontrei o Harry, André, Julio, Paulo, Alberto, e depois ainda chegaram o Ortega, e o Nishi. Também encontrei o Eduardo, de Ribeirão, e fui almoçar com ele no Lindacap, entre os nossos hotéis (eu estava no Deville, e ele no Ibis).

Cheguei no restaurante e já comecei pedindo uma garrafa de água, e duas jarras de suco (a primeira, o garçon confundiu e trouxe apenas um copo). Emocionalmente, a falta de água não me abalou, mas o corpo sente a falta, é obvio. É um restaurante muito bom, com comida típica alemã e frutos do mar a vontade, com preço bem convidativo, principalmente para quem está acostumado com o preço dos restaurantes de mesmo porte de São Paulo (estou acostumado em ver os preços, não em frequentar os restuarantes deste porte, rs). Porém, não tive coragem de experimentar o Eisbein (joelho de porco) naquele momento, naquele estado do meu corpo, mesmo este sendo um dos meus pratos etnicos que aprecio. Fiquei no marreco recheado e nos frutos do mar. Quando levantei pra buscar a sobremesa, meu corpo estava meio duro e não deixei escapar a chance da piadinha. "tô andando como um Pinguin" (em referência a um famoso bar de Ribeirão Preto)

Quando passei em frente ao Ibis após passar no mercado, encontrei mais uma vez o Eduardo, que já estava fazendo o check out. Enquanto conversava com ele, encontrei o Nilson e ficamos conversando. Descobrimos também que no mesmo fim de semana, além do encontro Moto Road, estava acontecendo um congresso de Engenharia da Alimentação (?), pois uma das participantes veio perguntar "qual é a sensação de terminar uma maratona?". Adoro conversar de corridas com leigos, lembrando que NINGUEM tem a obrigação de saber que "São Silvestre não é maratona". Mas isso nem foi discutido Assim, só cheguei ao hotel de volta, às 16 horas, quando já estava começando o jogo do São Paulo. Fui tomar um banho longo com "momento chuveiro-sauna" até o final do primeiro tempo. E assisti até a metade do segundo. Foi a primeira vez que o São Paulo perdeu num dia que fiz uma maratona ou ultra (12 vezes). Após o término do jogo, fui passear de novo até o Shopping, onde, entre outras coisas, comi de novo o sorvete Amoratto, sabor "chocolate com pimenta". Maravilhoso. Havia combinado de sair pra praia com o Harry, André e sua familia à noite, mas como não consegui falar com eles, resolvi comer rodizio de sushi no Restaurante Taisho, que fica em cima da churrascaria Floripana. O sushi em si não tem nada de mais, mas os demais pratos, de frutos do mar, e os pratos quentes estavam deliciosos. Em particular, o "carpaccio" de salmão e a anchova grelhada, que derretia na boca. Só lamento o fato de não ter comido a "sequencia de camarão" em nenhum momento desta viagem.

A noite, entendi o que era o tal do "Vento Sul", o vento contra que poderia ameaçar os atletas. Vento tão forte que tiveram que cancelar alguns shows de manobra do Moto Road. No dia seguinte, após o café da manhã, subi ao terraço do prédio para uma última visualização de Florianópolis, antes do check out. O céu já estava nublado neste dia. Foi só eu chegar lá em cima que começou a chover!! Me senti na cena de chuva do filme "O Ensaio sobre a Cegueira" de tão inusitado que foi, e comecei a dar "gargalhadas com volume zero", sozinho, lá no terraço. Mandei uma mensagem de celular para o André: "Que dia excelente pra correr uma maratona!!"

Passei o resto do dia viajando. Fui até Blumenau, de onde sairia traslado gratuito para Navegantes. Eu só não esperava que o ônibus passaria em Itajaí, ou seja, era uma viagem desnecessária, que eu economizaria uns R$ 10, perdendo muito tempo. Valeu pela experiência. E em Blumenau, ainda tive tempo de me cadastrar no "Bilhete Único" (bilhete magnético para transporte coletivo) local. Algo que coleciono nos lugares que eu passo.

Parciais:
10 km - 59m06m
20 km - 1h57m47s
30 km - 3h02m05s
40 km - 4h11m50s
42,195 km - 4h24m51s

Comparativos:
Punta del Este (09/2008) - 4h22m58s (metade plano, frio e depois esquentou)
Foz do Iguaçu (09/2008) - 4h24m12s (altimetria variada, razoavel calor)
Buenos Aires (10/2008) - 4h02m03s (quase toda plana, temperatura "ideal", fresca, um pouco de chuva)
Curitiba (11/2008) - 4h37m12s (altimetria variada, não lembro da temperatura)
Santa Catarina (04/2009) - 4h24m41s (plano, quente, sem água)



Escrito por Hideaki às 02h57
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Arquivo de Corridas 166 - Viagem e pré-prova

IX Maratona de Santa Catarina e Rustica - Florianópolis (19/04/2009 - 8h)

Viajei na sexta, via Azul, e conheci o aeroporto de Navegantes (já Viracopos, virou praticamente a minha segunda casa em 2009 ). Muito legal ver o Porto de Navegantes de avião. Como já era de noite, acabei pegando um táxi até Itajaí (R$ 60), de onde peguei ônibus (R$ 20) para Floripa. Desnecessário, pois ia ficar bem mais barato se pegasse táxi apenas até a Rodoviária de Navegantes, e fosse à Itajaí de ônibus (R$ 3). Mas vendo do outro lado, consegui chegar no hotel antes das 23h, e deu tempo pra fazer uma caminhada pela Avenida Beira Mar Norte e jantar na muito boa churrascaria Floripana. Rodízio de carne, Rodízio de massas e risotos, e buffet pequeno, mas completo, até com sushi.
Fiz mais um passeio pelas principais ruas da região, e voltei ao hotel. Dormi contente.

No dia seguinte, eu havia dito aqui no Fórum que ia buscar o kit às 10h? Ainda bem que ainda na sexta, os meus amigos me avisaram que iam retirar o kit só a tarde. Tive uma semana bem puxada pra adiantar algumas coisas no trabalho, madrugando bastante. Não havia percebido, mas estava bem cansado e só consegui despertar às 9h30, quando tive que lavar o rosto e ir direto pra tomar café da manha (pesquisar o que eu posso comer no dia da prova, e o que eu deveria aproveitar na véspera). Depois disso, tomei um banho (o chuveiro quente era tão quente, que não resisti e deixei "desperdiçando água" por uns 5 minutos, transformando o box em sauna ) e saí pra passear no Mercado Público, como sempre faço nas minhas viagens. Nessa hora, descobri que estava acontecendo o encontro Moto Road de motoqueiros em Floripa, com direito a evento no Centro de Convenções à noite. Mas neste momento, eles fecharam a rua com direito a polícia como batedores, e fizeram a festa. Como eu estava lá, a pé e sem pressa, me diverti vendo as passagens das motos. Depois de um passeio, fui comer mariscos num dos bares (Bar Zero Grau) e lá, encontrei o Eduardo, da AMAR de Ribeirão Preto, que conheci em Punta del Este, e reencontrei em Buenos Aires. Depois fui até a Praça XV de Novembro, e fiquei maravilhado ao ver a Figueira Centenária. Depois tive que voltar correndo para o Hotel, pois tinha combinado com o pessoal às 15h.

Já no local da retirada de kit, encontrei o Tião, fotógrafo, e vi as fotos da Ultramaratona de Cubatão. Muito legal ver fotos no pórtico, com o relógio indicando 7 horas de corrida . Após retirar o kit, esperei o meu amigo Harry, e seu amigo André, que reside em Florianópolis. Ele nos levou até a Fábrica do Sorvete Amoratto. Maravilhoso. Churrasco, marisco e muito sorvete. Tudo bem que não era uma combinação ideal para correr uma maratona no dia seguinte, mas a noite, ainda viria o excelente jantar de massas. O jantar começou as 19h, na cidade vizinha de São José (Grande Florianópolis). Chegamos por volta das 19h40, quando muitos altetas já estavam indo embora!! Tivemos a sorte de encontrar os ultramaratonistas de Recife, Julio Cordeiro e Paulo "Picanha", que tive o prazer de conhece-los na Ultra de Rio Grande. O jantar foi dentro de um clube, e o ambiente era muito legal. Conheci pessoalmente a Naoko, que haviamos conversado por e-mail para informações sobre o Marathon Maniacs. Na verdade, já a conhecia de vista, pois ela também "está em todas". Neste fim de semana em geral, encontrei muitos candidatos reais a Marathon Maniacs. Quanto ao buffet, uma salada temperada bem ao meu gosto, três tipos de massa, três tipos de molho (bolonhesa, funghi e mais um), carne e frango. Até aqui, era bem parecido com o jantar de massas de Rio Grande, e comentei com o Harry e o André que tinha sido o melhor jantar de massas que participei, empatado com o de Rio Grande. Na hora da sobremesa, a grande surpresa!! Sorvete da Amoratto!! Agora, disparado, foi o melhor jantar de massas que participei na minha vida

Voltei para o Hotel, por volta das 22h, e as 23h, já estava me preparando pra descansar. Despertador programado para 5h30. Uma mudança de comportamento minha me chama a atenção desde a Ultramaratona 100 Km de Cubatão. Desde a Maratona do Rio 2008 inclusive, nunca mais tive problemas de ansiedade pré maratonas. Durmo tranquilamente e acordo muito bem. Mas nestas últimas experiencias, acontecia de eu dormir, despertar como se estivesse descansado muito bem, e quando vejo o relógio, ainda são 2h da madrugada. Durmo de novo, desperto de novo com sensação de descanso e cheio de vontade de correr, vejo o relógio e... são 3h30. Durmo de de novo, acordo de novo e vejo o relógio: finalmente 5h20. Fui para o banho com a sensação de "três noites" bem dormidas. Em Cubatão, ainda senti "cansaço" de tanto dormir, mas em Floripa, estava com melhor condição possível, no aspecto descanso. Que bom seria se isso acontecesse sempre, nos dias comuns de trabalho...

Apesar de acordar cedo, como sempre, fiquei enrolando, assistindo Fórmula-1 (que nem tenho hábito), ficando longo tempo esvaziando intestino (desta vez não saí tão satisfeito quanto gostaria), tomando café com calma... e como sempre, saí correndo, em cima da hora do Hotel, às 7h35. Saí correndo, mas ainda tive calma para responder a um fotógrafo lá que começou a fazer umas perguntas do tipo "será que a prova vai atrasar? será que aqui é um bom lugar pra tirar foto?". Cheguei à Arena às 7h50, encontrando de cara o Marathon Maniacs # 1131, João Gabbardo, o "Médico e o Monstro" (vide Runners World Brasil de março/09). Em seguida, encontrei o Ortega e o Nilson (MM # 1084). Passei protetor solar, deixei minhas coisas no Guarda Volumes (diferente das criticas feitas nas edições anteriores, estava muito bem organizada) e fui pra fila, onde encontrei o André e o Harry. Esperamos o início da prova.



Escrito por Hideaki às 02h56
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Um corredor na Maratona de Toquio 2009 (não sou eu)



Escrito por Hideaki às 09h44
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Arquivo de Corridas 158

32a Prova de Reis - São Caetano no Sul (11/01/2009 - 9h)

Apesar de não conseguir atualizar os relatos neste espaço como gostaria, estou muito animado em relação às corridas neste ano de 2009. Após a Maratona de Curitiba (23/11), tirei um mês de férias de corridas e voltei justamente na véspera do Natal. Participei da São Silvestre, renovei a alegria de correr, e mantive a dieta na semana de festas. Após alguns trotes e muitas caminhadas, finalmente chegou o dia da primeira prova.

Havia a possibilidade de retirar o kit na véspera da prova, mas resolvi deixar para domingo mesmo. Houve confusão da última vez que participei desta prova, em 2007. O kit deveria ser retirado até umas 14 horas, sendo que a prova aconteceria as 18 horas. Tive um "pressentimento" e peguei táxi no horário do almoço para pegar o chip, lembrando que táxi intermunicipal é muito caro. Mas se não tivesse feito isso, perderia a inscrição. Até atletas de Elite tiveram problemas por este rigor por parte da organização (mas que, de fato, constava no regulamento). Em 2009, a prova aconteceu às 9h de domingo. A retirada do kit constava como até 8h, mas saí de casa apenas às 7h. Metrô até a Sé, baldeação até Brás, e daí, trem até a estação São Caetano. Detalhe que, quando a extensão da Linha Verde do metrô chegar até a estação Tamanduateí da CPTM, "corto" cerca de 10 estações até chegar ao local da prova. Como a previsão é para fevereiro de 2010, em 2011, terei mais facilidade nesta prova Legal. Por hoje, tive que fazer uma longa volta até chegar ao destino. No caminho, foi fácil identificar vários runners e fizemos uma "caravana" para pegar o ônibus até o Bairro Olímpico / Barcelona, onde aconteceria a prova.

Aos poucos, fui encontrando os conhecidos como o Cojac (desde Curitiba e SS), Wilson (faz teeempo), Ortega (sempre vejo), Falcão e Rose (EC Tavares) além de passar na Acrimet, pra falar com o Agnaldo e a Paty. Peguei o kit tranquilamente às 8h30 e ainda encontrei o Taffa (desde o treino da Mizuno / Fast Runner em março?) antes da prova.

A largada foi bizarra. O pórtico e o tapete se situava cerca de 400 metros depois do local de largada. Eu fui caminhando até o tapete, mas o pessoal da Elite e muitos corredores já foram correndo desde este trecho de diferença. (Imagino que, para o tempo oficial, percorri 10 km, mas o tempo líquido deve valer para uns 9,6 km. Vou esperar a definição). Fiz esta prova para começar a recuperar o ritmo de provas. Comecei "costurando", desviando os corredores mais lentos. Adoro isso. No percurso da prova, vi o Nelson (desde Running Show ?) e o Marçon (desde Meia de SBC?). Esta prova começa na Avenida Presidente Kennedy (quantas provas no Brasil não começam numa Avenida com este nome?), vamos em sentido Santo André (onde atualmente há a maior subida desta prova, desde que tiraram a "subidona" de Barcelona, quando esta prova ainda tinha 12 km), voltamos à região de largada (marca de 5 Km), corremos em direção à Avenida Goiás, e retornamos outra vez.

Como na São Silvestre, corri com uma camiseta que fiz, estampando um sapo gigante, mascote do Projeto que trabalho. Esta camiseta é muito quente e pesada. Na primeira parte da prova não houve problema, mas na hora de passar pela Avenida Goiás, o sol já estava forte e tive que desacelerar um pouco. Nos últimos quilômetros, mantive o ritmo pra um delicioso sprint final. O relógio marcava 53 minutos. O resultado há dois anos, 0h58m51m. Detalhe que esqueci o cronômetro na prova de hoje. Corri com o pulso um pouquinho mais leve.

O kit é generoso, com sanduíche, bolo tipo "bebezinho", suco, pé de moleque e maçã. No palco, estavam falando sobre o fato de São Caetano do Sul ser a sede dos jogos Abertos em 2009, além de diversas frases que os atletas levavam, como "Cigarro: hoje você me acende e amanhã eu te apago". Eu e o Ortega ficamos conversando com o Pinguin (fotógrafo) e combinamos quais serão as provas longas que faremos no ano de 2009. Antes de ir embora, ainda tive o prazer de conversar brevemente com o Léo Lins (Fórum RB). Fui andando com o Ortega até a Estação Utinga (CPTM), mesmo percurso que fiz sozinho em 2006, mas à noite. Percurso razoavelmente longo, mas fácil!

Próxima prova: Aniversário de Santo Amaro, domingo que vem. (vou pela segunda vez, sendo a última em 2007)



Escrito por Hideaki às 15h43
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Hoje é dia de Nhoque da Maratuna!!

Hoje é dia 29. Dia de comer nhoque da Maratuna!! Depois conto os detalhes.



Escrito por Hideaki às 20h54
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Onde vou correr em dezembro

(escrevi o texto abaixo no dia 12/12 e esqueci de publicar, rsrs. Fui pra Corpore Natal, Gonzaguinha, Aparecida e estou na dúvida se vou pra Itamonte.)

Depois de quase 3 semanas de férias de corrida (e já voltando (entenda-se engordando) à faixa dos 92 kg...) , com direito a uma viagem pra Brasília para assistir a uma partida de futebol, está na hora de voltar. Em ritmo de trote visando as metas de 2009.

154 - Corrida Corpore Natal - 13/12/2008

155 - Gonzaguinha - 14/12/2008

156 (?) - Henock Reis Filho (Aparecida) - 17/12/2008

156 (157?) - Meia Maratona São José do Picu (Itamonte-MG) - 21/12/2008

157 (158?) - São Silvestre - 31/12/2008



Escrito por Hideaki às 11h06
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O nhoque da Maratuna - artigo oficial

Hoje é dia 29. Para quem conhece a lenda de São Pantaleão, é dia de comer nhoque. Para os maratonistas, também há um significado especial. Este texto será publicado nos blogs de sete maratonistas, e membros idealizadores: Harry, Hideaki (eu), Léo, Mayumi, Sérgio, Valter e Yara. O texto é o mesmo nos sete, mas quem conseguir lê-lo em pelo menos seis blogs diferentes (ou seja, ler o mesmo texto seis vezes em blogs diferentes), terá, excepcionalmente os mesmos benefícios de quem cumpriu o ritual. Quem encontrar (e ler) as sete exibições diferentes até o fim do mês, eu garanto que vai conseguir terminar a back to back Comrades no biênio 2009-2010. No meu blog, o texto está aqui. Em breve, relatos sobre o encontro de hoje.


A LENDA DO NHOQUE DA MARATUNA

 

Em tempos remotos, em um vilarejo na velha Itália... Reza a lenda que São Pantaleão, ainda um missionário andarilho, chegou a esse pequeno local em um dia 29. E bateu à porta de uma simplória casa. Um casal de velhinhos, mesmo desconfiado com a chegada daquele visitante, o recepcionou e serviu o único alimento que havia em casa: nhoque, dividido em sete unidades para cada. Ao tirar os pratos da mesa, logo após a saída do estranho, os velhinhos encontraram moedas de ouro embaixo do prato, experimentando um longo período de fartura.

 

Eis que surgiu a tradição do “Nhoque da Fortuna”: deve-se comer a iguaria todo dia 29 de cada mês, colocando uma nota de dinheiro debaixo do prato. Muitos dão preferência ao dólar, já que é uma moeda mais forte e segura. Daí é só comer sete bolinhas de nhoque de pé, fazendo um pedido a cada garfada.

 

29 de novembro de um ano recente, em um café no bairro do Ipiranga, em São Paulo... Sete amigos maratonistas (e blogueiros) decidiram se encontrar: Harry, Hideaki, Léo, Mayumi, Sérgio, Valter, Yara. Famintos, após terem feito seus treinos longos do dia, pediram um prato de nhoque cada. O dono da casa, também maratonista, não se espantou com o pedido e logo tratou de servi-los. Alguém lembrou que, por ser dia 29, deveriam colocar algum dinheiro debaixo do prato para atrair fortuna. Procuraram nos bolsos e nas bolsas. Nem um centavo foi encontrado - tudo havia sido gasto nas últimas provas, relógios, tênis e viagens de corrida.

 

Porém, como sempre andavam com suas medalhas de maratona, bens muito preciosos para esses corredores, resolveram colocá-las embaixo dos pratos. E a cada garfada, um pedido: “Nova York”; “Chicago”; “Berlim”; “Londres”; “Boston”; “Tókio”; “Paris”. Depois disso, reza a lenda, abençoados por São Pantaleão e pelo Muttley (Medalha, Medalha, Medalha), os sete maratonistas passaram a correr uma grande maratona por ano. E mais: graças à simpatia, também ficaram livres da “maldição do km 30”... Dizem que, para garantir o fôlego em todos os 42 km que pretendiam correr, os amigos ainda apelaram para São Nuno Cobra, repetindo - de boca vazia, óbvio - três vezes ao longo da refeição "Eu moro pra lá de Paranapiacaba".

 

EIS QUE SURGIU A TRADIÇÃO DO “NHOQUE DA MARATUNA”.

 

Obs.: a simpatia também pode ser feita por corredores de Meia Maratona, desde que sejam colocadas TRÊS  medalhas de provas desta distância - afinal, uma Maratona não é a mesma coisa que duas Meias.

 

Essa história foi desenvolvida a partir de e-mails trocados durante algumas semanas entre os amigos Harry, Hideaki, Léo, Mayumi, Sérgio, Valter, Yara - ou simplesmente “A TÁVOLA REDONDA DOS MARATUNISTAS”.

 



Escrito por Hideaki às 19h10
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Encontro de Marathon Maniacs!!

Até o primeiro semestre deste ano, o meu amigo e jornalista Rodolfo Lucena (MM # 370) era o único Marathon Maniacs brasileiro, além de ser o primeiro latino americano residente fora dos EUA/Canadá (onde é mais "fácil" se tornar Maniacs, por conta da maior quantidade de provas). Graças ao Rodolfo e aos nossos amigos em comum, eu soube desse desafio, e me tornei o segundo MM brasileiro no começo deste semestre. (MM # 1024)

De junho para cá, o Rodolfo foi promovido para nível Prata (duas estrelas) e eu conheci o Nilson (MM # 1084) e a Maria Eugênia em Punta del Este, convidando-os para o nosso clube. O Nilson entrou já se cadastrou rapidamente, e nos reencontramos duas semanas depois em Foz do Iguaçu. Mas ele ainda não tinha recebido o uniforme oficial. Em Foz, também conhecemos o Alberto, que correu em Punta, e é mais um atleta qualificado para se tornar Maniacs, mas que está enrolando, rsrs.

Em outubro, descobri que mais um brasileiro, o João (MM# 1131), de Porto Alegre, também se cadastrou no MM, e o Nilson me informou ter recebido a camiseta. O João também havia participado de Punta del Este, como eu, Nilson, Maria Eugênia e Alberto.

No último domingo, véspera de meu aniversário, não é que vou pra fila de largada da Maratona de Curitiba e encontro o João (não o conhecia antes) com a camiseta Marathon Maniacs? Infelizmente houve um pequeno desencontro, e não foi possível tirar uma foto juntos depois da prova, mas o Nilson (com ele, já havia combinado de nos encontrarmos em Curitiba) tirou uma foto com ele, e uma comigo. Foi simplesmente a primeira vez na história que, não apenas dois, mas três Marathon Maniacs brasileiros se encontraram numa mesma prova. Só faltou o Rodolfo... A Maratona de Curitiba também marcou as promoções, minha e a do João, para o nível Prata também.

Mais um sinal de nosso crescimento: antes, na lista do InSane AsyLum http://mm.littlemarathon.com/ScoreCard.asp, aparecia o nome da sigla do estado para os atletas norte americanos. Mas para os estrangeiros, não aparecia nada. Agora, pode-se perceber que aparece "Brazil", após os nossos nomes. E já conversei com mais atletas qualificados, inclusive o possível primeiro Nivel Ouro Brasileiro (já está qualificado, só falta pagar a taxa de inscrição, rsrs). Sei que existem muitos qualificados brasileiros, que ou não concordam com a anuidade, ou não sabem da existência do clube. Afinal, muitos fazem a dobradinha Porto Alegre - São Paulo, ou três entre as 4 provas de abril a junho (SC, PoA, SP, RJ).

Agora, estamos organizando (solicitando inclusive autorização oficial da "Matriz") o primeiro encontro brasileiro de Marathon Maniacs. Se tudo der certo, na minha estréia em Ultras, na Super Maratona Rio Grande 50 Km, em fevereiro. A décima na soma. Quem ainda não se inscreveu, ou não pediu a camiseta, agilizem, pois demora cerca de 30 dias para recebermos a camiseta no Brasil. (cada um pede o seu, diretamente no site, mediante senha de associação). Os futuros Maniacs também serão benvindos no Encontro.

Em breve, vou tentar postar as fotos de Curitiba...



Escrito por Hideaki às 22h59
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