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Hideaki Maraturista


O nhoque da Maratuna - artigo oficial

Hoje é dia 29. Para quem conhece a lenda de São Pantaleão, é dia de comer nhoque. Para os maratonistas, também há um significado especial. Este texto será publicado nos blogs de sete maratonistas, e membros idealizadores: Harry, Hideaki (eu), Léo, Mayumi, Sérgio, Valter e Yara. O texto é o mesmo nos sete, mas quem conseguir lê-lo em pelo menos seis blogs diferentes (ou seja, ler o mesmo texto seis vezes em blogs diferentes), terá, excepcionalmente os mesmos benefícios de quem cumpriu o ritual. Quem encontrar (e ler) as sete exibições diferentes até o fim do mês, eu garanto que vai conseguir terminar a back to back Comrades no biênio 2009-2010. No meu blog, o texto está aqui. Em breve, relatos sobre o encontro de hoje.


A LENDA DO NHOQUE DA MARATUNA

 

Em tempos remotos, em um vilarejo na velha Itália... Reza a lenda que São Pantaleão, ainda um missionário andarilho, chegou a esse pequeno local em um dia 29. E bateu à porta de uma simplória casa. Um casal de velhinhos, mesmo desconfiado com a chegada daquele visitante, o recepcionou e serviu o único alimento que havia em casa: nhoque, dividido em sete unidades para cada. Ao tirar os pratos da mesa, logo após a saída do estranho, os velhinhos encontraram moedas de ouro embaixo do prato, experimentando um longo período de fartura.

 

Eis que surgiu a tradição do “Nhoque da Fortuna”: deve-se comer a iguaria todo dia 29 de cada mês, colocando uma nota de dinheiro debaixo do prato. Muitos dão preferência ao dólar, já que é uma moeda mais forte e segura. Daí é só comer sete bolinhas de nhoque de pé, fazendo um pedido a cada garfada.

 

29 de novembro de um ano recente, em um café no bairro do Ipiranga, em São Paulo... Sete amigos maratonistas (e blogueiros) decidiram se encontrar: Harry, Hideaki, Léo, Mayumi, Sérgio, Valter, Yara. Famintos, após terem feito seus treinos longos do dia, pediram um prato de nhoque cada. O dono da casa, também maratonista, não se espantou com o pedido e logo tratou de servi-los. Alguém lembrou que, por ser dia 29, deveriam colocar algum dinheiro debaixo do prato para atrair fortuna. Procuraram nos bolsos e nas bolsas. Nem um centavo foi encontrado - tudo havia sido gasto nas últimas provas, relógios, tênis e viagens de corrida.

 

Porém, como sempre andavam com suas medalhas de maratona, bens muito preciosos para esses corredores, resolveram colocá-las embaixo dos pratos. E a cada garfada, um pedido: “Nova York”; “Chicago”; “Berlim”; “Londres”; “Boston”; “Tókio”; “Paris”. Depois disso, reza a lenda, abençoados por São Pantaleão e pelo Muttley (Medalha, Medalha, Medalha), os sete maratonistas passaram a correr uma grande maratona por ano. E mais: graças à simpatia, também ficaram livres da “maldição do km 30”... Dizem que, para garantir o fôlego em todos os 42 km que pretendiam correr, os amigos ainda apelaram para São Nuno Cobra, repetindo - de boca vazia, óbvio - três vezes ao longo da refeição "Eu moro pra lá de Paranapiacaba".

 

EIS QUE SURGIU A TRADIÇÃO DO “NHOQUE DA MARATUNA”.

 

Obs.: a simpatia também pode ser feita por corredores de Meia Maratona, desde que sejam colocadas TRÊS  medalhas de provas desta distância - afinal, uma Maratona não é a mesma coisa que duas Meias.

 

Essa história foi desenvolvida a partir de e-mails trocados durante algumas semanas entre os amigos Harry, Hideaki, Léo, Mayumi, Sérgio, Valter, Yara - ou simplesmente “A TÁVOLA REDONDA DOS MARATUNISTAS”.

 



Escrito por Hideaki às 19h10
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Encontro de Marathon Maniacs!!

Até o primeiro semestre deste ano, o meu amigo e jornalista Rodolfo Lucena (MM # 370) era o único Marathon Maniacs brasileiro, além de ser o primeiro latino americano residente fora dos EUA/Canadá (onde é mais "fácil" se tornar Maniacs, por conta da maior quantidade de provas). Graças ao Rodolfo e aos nossos amigos em comum, eu soube desse desafio, e me tornei o segundo MM brasileiro no começo deste semestre. (MM # 1024)

De junho para cá, o Rodolfo foi promovido para nível Prata (duas estrelas) e eu conheci o Nilson (MM # 1084) e a Maria Eugênia em Punta del Este, convidando-os para o nosso clube. O Nilson entrou já se cadastrou rapidamente, e nos reencontramos duas semanas depois em Foz do Iguaçu. Mas ele ainda não tinha recebido o uniforme oficial. Em Foz, também conhecemos o Alberto, que correu em Punta, e é mais um atleta qualificado para se tornar Maniacs, mas que está enrolando, rsrs.

Em outubro, descobri que mais um brasileiro, o João (MM# 1131), de Porto Alegre, também se cadastrou no MM, e o Nilson me informou ter recebido a camiseta. O João também havia participado de Punta del Este, como eu, Nilson, Maria Eugênia e Alberto.

No último domingo, véspera de meu aniversário, não é que vou pra fila de largada da Maratona de Curitiba e encontro o João (não o conhecia antes) com a camiseta Marathon Maniacs? Infelizmente houve um pequeno desencontro, e não foi possível tirar uma foto juntos depois da prova, mas o Nilson (com ele, já havia combinado de nos encontrarmos em Curitiba) tirou uma foto com ele, e uma comigo. Foi simplesmente a primeira vez na história que, não apenas dois, mas três Marathon Maniacs brasileiros se encontraram numa mesma prova. Só faltou o Rodolfo... A Maratona de Curitiba também marcou as promoções, minha e a do João, para o nível Prata também.

Mais um sinal de nosso crescimento: antes, na lista do InSane AsyLum http://mm.littlemarathon.com/ScoreCard.asp, aparecia o nome da sigla do estado para os atletas norte americanos. Mas para os estrangeiros, não aparecia nada. Agora, pode-se perceber que aparece "Brazil", após os nossos nomes. E já conversei com mais atletas qualificados, inclusive o possível primeiro Nivel Ouro Brasileiro (já está qualificado, só falta pagar a taxa de inscrição, rsrs). Sei que existem muitos qualificados brasileiros, que ou não concordam com a anuidade, ou não sabem da existência do clube. Afinal, muitos fazem a dobradinha Porto Alegre - São Paulo, ou três entre as 4 provas de abril a junho (SC, PoA, SP, RJ).

Agora, estamos organizando (solicitando inclusive autorização oficial da "Matriz") o primeiro encontro brasileiro de Marathon Maniacs. Se tudo der certo, na minha estréia em Ultras, na Super Maratona Rio Grande 50 Km, em fevereiro. A décima na soma. Quem ainda não se inscreveu, ou não pediu a camiseta, agilizem, pois demora cerca de 30 dias para recebermos a camiseta no Brasil. (cada um pede o seu, diretamente no site, mediante senha de associação). Os futuros Maniacs também serão benvindos no Encontro.

Em breve, vou tentar postar as fotos de Curitiba...



Escrito por Hideaki às 22h59
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Chega de Maratonas!! (em 2008)

Bom, o título acima foi uma paródia, nem tão óbvia assim, em relação a uma frase citada nos quadrinhos da Marvel, onde a Feiticeira Escarlate exclamou: "Chega de Mutantes!!", e [spoiler a seguir: passe o mouse], com o seu poder, acabou com o poder de milhões de mutantes, restando apenas cerca de 200.

Fui pra Curitiba neste fim de semana local, onde corri a última de uma série de 8 maratonas em 365 dias, o que valeu minha promoção de status no clube dos Marathon Maniacs http://www.marathonmaniacs.com/criteria.html . Estive praticamente sem treinar desde a Maratona de Buenos Aires. De lá pra cá, treinei uma vez, ainda na semana da Maratona portenha, corri a Light the Night e a versão cancelada da Prova de Itatiba. E só. Falei que ia participar da "re"prova de Itatiba e Bragança, mas perdi a hora no sábado e fiquei com preguiça de viajar no domingo. Substituí a viagem de domingo por um treino secreto (mas sem correr nem um km), que hoje, posso dizer que realmente fez a diferença. Também não deixei de reler o texto do Tomaz Lourenço, sobre ser possível correr uma maratona sem treinar. http://www.revistacontrarelogio.com.br/materias/?É%20possível%20correr%20uma%20maratona%20sem%20treinar?.286 Hoje eu digo que não é de uma hora pra outra que se torna um maratonista, mas por outro lado, uma vez conhecendo o atalho para percorrer os 42,195 km (o que só é possível depois de várias maratonas), É possível terminar maratonas sim, mesmo sem treinar. Diferente das últimas provas que fiz em split negativo, desta vez era muito natural que ia faltar perna no final. Mas foi possível administrar, para terminar inteiro, e sem andar. Ainda que tenha feito os 6 quilômetros finais num trotinho bem tranquilo, com o sorriso no rosto.

O relato detalhado, deixo para outro dia. Vamos ao relato "Maraturista". Saímos de São Paulo a meia noite de sexta para sábado. Como sempre, viajei com o pessoal da Equipe Tavares, e encontrei amigos como o Cássio, o sr Koei, o Ortega e o Marcelo Matsumoto (estes dois por pacote avulso, como eu) e toda a turma. Por volta das 3 horas da manhã, uma pequena parada no Graal de Registro. No ano passado (com 86 kg), consegui resistir à tentação de comer um sanduíche de mortadela caprichado, para me poupar para a Maratona. Desta vez, pensei. Já que estou com 91 kg mesmo, não vai fazer diferença! E mandei ver. Tive um pouco de dificuldade para dormir depois, mas dormi feliz. Aliás, o ônibus da Equipe Tavares, Leito Double Deck é bem confortável, mas mesmo assim, foi a primeira vez que consegui dormir realmente bem durante a viagem. Acho que depois que viajei à Foz do Iguaçu em ônibus comum, poucas coisas me incomodam, rsrs. Chegamos ao Hotel San Juan às 6h30 da manhã. Depois de um café caprichado, fui com a Adesilde, o Léo (aluno residente em Curitiba) e os novos amigos Claudio (Mineirinho) e Edmilson, buscar os kits da equipe. Lá, encontrei o Rei, a Dri, o Chico e o Petre, todos do Fórum Runner Brasil, convidando os primeiros três, santistas, para ir assistir ao jogo do Santos à tarde. Infelizmente não foi possível encontrar nem o Dimas, nem o Ivo Cantor neste momento. Como a retirada de kits ia demorar, fui com o Léo, Claudio e o Edmilson até a loja Procorrer (antiga Ironman) par retirar um brinde exclusivo para os participantes do evento. Para os praticantes de running, esta loja também não deixa de ser um ponto turístico. Depois, almoço no bairro de Santa Felicidade. Como no ano passado, restaurante Veneza. E depois, passamos na adega do restaurante, para comprar uns souvenires.

Voltando para o hotel, tomei banho e fiquei assistindo um pouco de televisão. Diferente do ano passado, infelizmente não havia o canal japonês NHK, para assistir à grande final do torneio de Sumô, antes da maratona. Tinha combinado às 17 da tarde com o Marcelo Matsumoto, sãopaulino, para ir andando até o Bairro de Alto da Glória (na verdade, pertinho do Hotel, cerca de 15 minutos) para conhecer o Estádio Couto Pereira, onde aconteceria o jogo Coritiba x Santos. No caminho, uma mini passarela / ponte muito legal sobre a avenida. Era uma passarela verde (cor da cidade e do clube), em que, atravessando, logo dava para visualizar o estádio do Coxa Branca. Foi o único momento que lamentei não ter levado máquina fotográfica. Mas depois, lembrei de tirar algumas fotos pelo celular. Para quem vistar este estádio, sugiro a cadeira da Avenida Mauá. Boa visão, e assentos razoavelmente confortáveis. Choveu um pouco, mas como estávamos na área coberta, não fez diferença. O que importa é que foi uma chuva de gols, com show do Keirrison, atacante do Coritiba. Como diz o outro, nos divertimos vendo a cara de Costa, do Fábio Bosta. Outro aspecto que gostei neste estádio, é que recebemos um jornalzinho do jogo, na hora de entrar no estádio. No Morumbi havia um panfleto colorido distribuído por volta de 2003, mas hoje em dia, o ingresso, com estampa genérica, é a única recordação... O jantar foi Express, na Praça da Alimentação do Shopping Mueller.

No domingo, não deu pra fazer quase nada além da Maratona. Mas o retorno de ônibus foi divertido, pois fomos acompanhando os jogos Vasco x São Paulo e Vitória x Grêmio, além de Cruzeiro x Flamengo por rádio e celular. Num momento, o São Paulo estava empatando e o Grêmio vencendo (Grêmio líder do campeonato, e São Paulo vice), mas a rodada terminou com a vitória do Tricolor Paulista, derrota do Gaúcho e vantagem de cinco pontos. Nada de imprevisível. Sempre que eu terminei uma maratona sem andar, o Tricolor correspondeu em campo. 9 jogos, nenhum derrota e os empates foram fora de casa, em jogos considerados difícies. É uma pena que o campeonato vai terminar neste fim de semana. Se fosse até a última rodada, meus amigos corredores sãopaulinos (pelo menos aqueles mais pessimistas) até estão pensando em fazer uma vaquinha pra me mandar pra Viña del Mar (Chile), para correr a Maratona local no dia da última rodada do Campeonato Brasileiro. Como seremos hexa neste domingo, CHEGA DE MARATONAS!! (em 2008)



Escrito por Hideaki às 14h31
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