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Hideaki Maraturista


Arquivo de Corridas 166 - parte 2: Prova e pós prova

Dada a largada, fui na boa, mas estranhei, pois o primeiro quilômetro só chegou com 7 minutos no meu cronometro. Aliás, o tapete de largada também não estava no melhor lugar possível, com o pórtico de largada para identificar. Tive que ativar o cronometro as pressas. Inicialmente, tivemos que correr em direçao à UFSC (6,5 km de prova) para retornar. O segundo e o terceiro kms, acabei fazendo um pouco mais forte que o planejado, pois estava gostoso, mas ainda nada que impedisse o meu plano geral de prova. De repente, os atletas da prova de 10 Km começam a passar pelos maratonistas, fazendo zigue zague. Vi a Paty (Acrimet / Nossa Turma) passar. Logo comecei a ver os atletas já no caminho de volta. O Adriano Bastos estava bem atrás do grupo que liderava a prova, Depois vi a Paty (prova de 10 km), Naoko, Dimas, João Gabbardo e Nilson que estavam correndo juntos, Alberto, Ultramaratonista de Campinas que conheci em Foz, Julio e um pouco depois o Paulo Picanha. De repente, alguem me chama. Era o Nishi, comentarista assiduo do blog do Rodolfo Lucena, que também deve ser conhecido dos runners orkuteiros. Após o retorno dos 6,5 km, eu já havia estabilizado minha velocidade, me preparando para fazer o split negativo, quando o Nishi e o seu amigo Francisco (gremista, corre com o uniforme, e eu já visto ele em Buenos Aires) me alcançaram e começamos a conversar. O papo estava tão agradável que acabei abandonando a idéia do split negativo e fui acompanhando o ritmo deles, em torno de 5min30 por km. Mas um pouco depois de passar pela Arena e começar o trecho rumo ao sul do centro, já comecei a sentir umas dores, talvez acumuladas da Ultra de Cubatão e, antes dos 16 km, reduzi o ritmo, me separando da dupla. O sol já estava forte, e sem nenhuma núvem. Excelente clima pra quem iria pegar uma praia NESTE dia. Na hora que cheguei no Túnel da Via Expressa Sul (17 km), ainda recuperei um pouco a velocidade. Mesmo na Maratona de SP, adoro correr nos túneis. Aqui, passei pelo Eduardo, de Ribeirão. O André, que mora em Floripa, havia dito que depois do túnel haveria um posto de água. Já estava esperando este posto quando... não encontrei nada. Na hora, nem liguei tanto, e continuei a corrida. O posto seguinte só apareceu nos 20 km. Até então, não havia nada o que reclamar dos postos de hidratação. O Eduardo me alcançou e fui conversando com ele. Cumprimentavamos os atletas que já estavam no caminho de volta da Via Expressa Sul. Conheci também um atleta de Curitiba, que corria gravando todas as cenas da prova, com um vídeo. O retorno estava nos 22 km.

Até aqui, sinceramente, não senti nenhuma falta da hidratação. O calor, comparado com Cubatão, estava bem ameno. Só comecei a poupar por eu ter abandonado a estratégia no começo e ter corrido acompanhando outros corredores (com exceção da minha estréia e esta, eu nunca corro maratona no ritmo de outros altetas), e não sabia como meu corpo ia reagir a isso. Sendo mais sincero, acho que ia terminar a prova sem perceber da falta de água, se eu corresse realmente sozinho, sem ouvir a reclamação de outros ateltas, conhecidos ou não. Eu lembro que teve trechos em que não havia postos de água por mais de 5 km (o que é inadimissível. Ninguem tem a obrigação de treinar para maratonas sem distribuição de água), mas não lembro de ter sentido sede. Mesmo assim, depois do retorno dos 22 km, consegui aumentar um pouco a velocidade (mesmo assim, fiz este trecho uns 20 segundos a mais por km, do que estou acostumado). Quando eu pego um copo de água e não uso na hora, eu tenho o hábito de segurar o copo posteriormente esvaziado por quantos quilometros for preciso, para jogar fora só na área do próximo posto de água. Daí, num trecho de viaduto, já perto da ponte Hercílio Luz, ouvi um cara razoavelmente atrás de mim gritando: "ei, você, me dá essa água aí!!". E na minha mão, havia um copo vazio. Não sei se esse atleta gritou pra mim, ou se para alguem que estava no caminho. Mas se ele teve força pra gritar daquela forma, não era algo emergencial. Deixei ele pra trás, mesmo porque logo a seguir, havia um posto de água. Joguei fora meu copo, e fui adiante.

Chegando nos 32 km (local de largada, e portanto a partir daqui iriamos refazer parte do trecho do inicio da prova), como sempre, é o momento que eu sinto o "runner´s high", "momento endorfina", "barato do corredor", ou seja lá como chamar. Estava num momento delicioso e disparei até... o km 33. Péssimo negócio. Estava sem dores (nem mesmo os vestígios de desgaste de Cubatão), estava mentalmente animado para correr os 9 km finais, mas tive a sensação de "acabou o combustível", que tinha sentido por volta dos 70 km de Cubatão. De repente, "lembrei" que esta prova era a minha décima maratona. (perdi a conta depois que comecei a contar as ultras também). Não ia querer andar pela primeira vez, logo nessa prova "comemorativa". Então resolvi manter um ritmo bem conservador, só no trotinho. Depois de chegar no ponto de retorno (36,5 km, onde ficava o Shopping), meus trotes já estavam passando de 7 min por km, chegando a 8m11s, no 39º km. No último (ou penúltimo?) posto de água, por volta dos 39 km, um staff veio correndo em minha direção pra entregar um copo de água e começou a me "puxar" num tirmo mais forte, dizendo que só faltavam 3 km. Eu acompanhei a acelerada dele nesse trecho, mas dentro de mim, ficava pensando: "não enche o saco e deixa eu curtir os meus últimos 24 minutos (3 km x 8 min) de prova". Depois que ele parou de me acompanhar, voltei para o meu trote conservador. Num trecho, também por volta desses 39 km, encontrei um atleta que mesclava caminhada com corrida. No começo, ele me passava quando corria, e eu o passava quando ele caminhava, Ele até comentou pra mim que tentava correr, mas que não aguentava mais correr por muito tempo e daí andava. Eu fui na minha, só no trotinho. Eis que vi a placa de 41 km e pensei: bom, acho que agora eu posso ir com tudo, que 1 km é muito pouco tempo pra eu quebrar. E comecei meu sprint final de 1,3 km. Que delícia voltar a correr. Acho que passei uns 5 altetas no km final, que fiz em 5min13 e terminei forte os 195m finais. 4h24m41s. Tempo líquido.


Fui muito bem atendido pós prova, ganhando vários copos de água (mas soube que quem chegou 5 minutos depois, já tinha ficado sem nenhum), muita comida pós prova (furtas a vontade, barra de cereal, suco em caixinha (conversando, dava pra repetir), e até um x-salada). Sinceramente não consigo botar na cabeça que o erro grave da falta de água foi de "má indole". Acredito que foi de "incompetência simples" e portanto, dou meu voto de segunda chance para o ano que vem.

Os Marathon Maniacs já tinham voltado para seus hotéis, mas encontrei o Harry, André, Julio, Paulo, Alberto, e depois ainda chegaram o Ortega, e o Nishi. Também encontrei o Eduardo, de Ribeirão, e fui almoçar com ele no Lindacap, entre os nossos hotéis (eu estava no Deville, e ele no Ibis).

Cheguei no restaurante e já comecei pedindo uma garrafa de água, e duas jarras de suco (a primeira, o garçon confundiu e trouxe apenas um copo). Emocionalmente, a falta de água não me abalou, mas o corpo sente a falta, é obvio. É um restaurante muito bom, com comida típica alemã e frutos do mar a vontade, com preço bem convidativo, principalmente para quem está acostumado com o preço dos restaurantes de mesmo porte de São Paulo (estou acostumado em ver os preços, não em frequentar os restuarantes deste porte, rs). Porém, não tive coragem de experimentar o Eisbein (joelho de porco) naquele momento, naquele estado do meu corpo, mesmo este sendo um dos meus pratos etnicos que aprecio. Fiquei no marreco recheado e nos frutos do mar. Quando levantei pra buscar a sobremesa, meu corpo estava meio duro e não deixei escapar a chance da piadinha. "tô andando como um Pinguin" (em referência a um famoso bar de Ribeirão Preto)

Quando passei em frente ao Ibis após passar no mercado, encontrei mais uma vez o Eduardo, que já estava fazendo o check out. Enquanto conversava com ele, encontrei o Nilson e ficamos conversando. Descobrimos também que no mesmo fim de semana, além do encontro Moto Road, estava acontecendo um congresso de Engenharia da Alimentação (?), pois uma das participantes veio perguntar "qual é a sensação de terminar uma maratona?". Adoro conversar de corridas com leigos, lembrando que NINGUEM tem a obrigação de saber que "São Silvestre não é maratona". Mas isso nem foi discutido Assim, só cheguei ao hotel de volta, às 16 horas, quando já estava começando o jogo do São Paulo. Fui tomar um banho longo com "momento chuveiro-sauna" até o final do primeiro tempo. E assisti até a metade do segundo. Foi a primeira vez que o São Paulo perdeu num dia que fiz uma maratona ou ultra (12 vezes). Após o término do jogo, fui passear de novo até o Shopping, onde, entre outras coisas, comi de novo o sorvete Amoratto, sabor "chocolate com pimenta". Maravilhoso. Havia combinado de sair pra praia com o Harry, André e sua familia à noite, mas como não consegui falar com eles, resolvi comer rodizio de sushi no Restaurante Taisho, que fica em cima da churrascaria Floripana. O sushi em si não tem nada de mais, mas os demais pratos, de frutos do mar, e os pratos quentes estavam deliciosos. Em particular, o "carpaccio" de salmão e a anchova grelhada, que derretia na boca. Só lamento o fato de não ter comido a "sequencia de camarão" em nenhum momento desta viagem.

A noite, entendi o que era o tal do "Vento Sul", o vento contra que poderia ameaçar os atletas. Vento tão forte que tiveram que cancelar alguns shows de manobra do Moto Road. No dia seguinte, após o café da manhã, subi ao terraço do prédio para uma última visualização de Florianópolis, antes do check out. O céu já estava nublado neste dia. Foi só eu chegar lá em cima que começou a chover!! Me senti na cena de chuva do filme "O Ensaio sobre a Cegueira" de tão inusitado que foi, e comecei a dar "gargalhadas com volume zero", sozinho, lá no terraço. Mandei uma mensagem de celular para o André: "Que dia excelente pra correr uma maratona!!"

Passei o resto do dia viajando. Fui até Blumenau, de onde sairia traslado gratuito para Navegantes. Eu só não esperava que o ônibus passaria em Itajaí, ou seja, era uma viagem desnecessária, que eu economizaria uns R$ 10, perdendo muito tempo. Valeu pela experiência. E em Blumenau, ainda tive tempo de me cadastrar no "Bilhete Único" (bilhete magnético para transporte coletivo) local. Algo que coleciono nos lugares que eu passo.

Parciais:
10 km - 59m06m
20 km - 1h57m47s
30 km - 3h02m05s
40 km - 4h11m50s
42,195 km - 4h24m51s

Comparativos:
Punta del Este (09/2008) - 4h22m58s (metade plano, frio e depois esquentou)
Foz do Iguaçu (09/2008) - 4h24m12s (altimetria variada, razoavel calor)
Buenos Aires (10/2008) - 4h02m03s (quase toda plana, temperatura "ideal", fresca, um pouco de chuva)
Curitiba (11/2008) - 4h37m12s (altimetria variada, não lembro da temperatura)
Santa Catarina (04/2009) - 4h24m41s (plano, quente, sem água)



Escrito por Hideaki às 02h57
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Arquivo de Corridas 166 - Viagem e pré-prova

IX Maratona de Santa Catarina e Rustica - Florianópolis (19/04/2009 - 8h)

Viajei na sexta, via Azul, e conheci o aeroporto de Navegantes (já Viracopos, virou praticamente a minha segunda casa em 2009 ). Muito legal ver o Porto de Navegantes de avião. Como já era de noite, acabei pegando um táxi até Itajaí (R$ 60), de onde peguei ônibus (R$ 20) para Floripa. Desnecessário, pois ia ficar bem mais barato se pegasse táxi apenas até a Rodoviária de Navegantes, e fosse à Itajaí de ônibus (R$ 3). Mas vendo do outro lado, consegui chegar no hotel antes das 23h, e deu tempo pra fazer uma caminhada pela Avenida Beira Mar Norte e jantar na muito boa churrascaria Floripana. Rodízio de carne, Rodízio de massas e risotos, e buffet pequeno, mas completo, até com sushi.
Fiz mais um passeio pelas principais ruas da região, e voltei ao hotel. Dormi contente.

No dia seguinte, eu havia dito aqui no Fórum que ia buscar o kit às 10h? Ainda bem que ainda na sexta, os meus amigos me avisaram que iam retirar o kit só a tarde. Tive uma semana bem puxada pra adiantar algumas coisas no trabalho, madrugando bastante. Não havia percebido, mas estava bem cansado e só consegui despertar às 9h30, quando tive que lavar o rosto e ir direto pra tomar café da manha (pesquisar o que eu posso comer no dia da prova, e o que eu deveria aproveitar na véspera). Depois disso, tomei um banho (o chuveiro quente era tão quente, que não resisti e deixei "desperdiçando água" por uns 5 minutos, transformando o box em sauna ) e saí pra passear no Mercado Público, como sempre faço nas minhas viagens. Nessa hora, descobri que estava acontecendo o encontro Moto Road de motoqueiros em Floripa, com direito a evento no Centro de Convenções à noite. Mas neste momento, eles fecharam a rua com direito a polícia como batedores, e fizeram a festa. Como eu estava lá, a pé e sem pressa, me diverti vendo as passagens das motos. Depois de um passeio, fui comer mariscos num dos bares (Bar Zero Grau) e lá, encontrei o Eduardo, da AMAR de Ribeirão Preto, que conheci em Punta del Este, e reencontrei em Buenos Aires. Depois fui até a Praça XV de Novembro, e fiquei maravilhado ao ver a Figueira Centenária. Depois tive que voltar correndo para o Hotel, pois tinha combinado com o pessoal às 15h.

Já no local da retirada de kit, encontrei o Tião, fotógrafo, e vi as fotos da Ultramaratona de Cubatão. Muito legal ver fotos no pórtico, com o relógio indicando 7 horas de corrida . Após retirar o kit, esperei o meu amigo Harry, e seu amigo André, que reside em Florianópolis. Ele nos levou até a Fábrica do Sorvete Amoratto. Maravilhoso. Churrasco, marisco e muito sorvete. Tudo bem que não era uma combinação ideal para correr uma maratona no dia seguinte, mas a noite, ainda viria o excelente jantar de massas. O jantar começou as 19h, na cidade vizinha de São José (Grande Florianópolis). Chegamos por volta das 19h40, quando muitos altetas já estavam indo embora!! Tivemos a sorte de encontrar os ultramaratonistas de Recife, Julio Cordeiro e Paulo "Picanha", que tive o prazer de conhece-los na Ultra de Rio Grande. O jantar foi dentro de um clube, e o ambiente era muito legal. Conheci pessoalmente a Naoko, que haviamos conversado por e-mail para informações sobre o Marathon Maniacs. Na verdade, já a conhecia de vista, pois ela também "está em todas". Neste fim de semana em geral, encontrei muitos candidatos reais a Marathon Maniacs. Quanto ao buffet, uma salada temperada bem ao meu gosto, três tipos de massa, três tipos de molho (bolonhesa, funghi e mais um), carne e frango. Até aqui, era bem parecido com o jantar de massas de Rio Grande, e comentei com o Harry e o André que tinha sido o melhor jantar de massas que participei, empatado com o de Rio Grande. Na hora da sobremesa, a grande surpresa!! Sorvete da Amoratto!! Agora, disparado, foi o melhor jantar de massas que participei na minha vida

Voltei para o Hotel, por volta das 22h, e as 23h, já estava me preparando pra descansar. Despertador programado para 5h30. Uma mudança de comportamento minha me chama a atenção desde a Ultramaratona 100 Km de Cubatão. Desde a Maratona do Rio 2008 inclusive, nunca mais tive problemas de ansiedade pré maratonas. Durmo tranquilamente e acordo muito bem. Mas nestas últimas experiencias, acontecia de eu dormir, despertar como se estivesse descansado muito bem, e quando vejo o relógio, ainda são 2h da madrugada. Durmo de novo, desperto de novo com sensação de descanso e cheio de vontade de correr, vejo o relógio e... são 3h30. Durmo de de novo, acordo de novo e vejo o relógio: finalmente 5h20. Fui para o banho com a sensação de "três noites" bem dormidas. Em Cubatão, ainda senti "cansaço" de tanto dormir, mas em Floripa, estava com melhor condição possível, no aspecto descanso. Que bom seria se isso acontecesse sempre, nos dias comuns de trabalho...

Apesar de acordar cedo, como sempre, fiquei enrolando, assistindo Fórmula-1 (que nem tenho hábito), ficando longo tempo esvaziando intestino (desta vez não saí tão satisfeito quanto gostaria), tomando café com calma... e como sempre, saí correndo, em cima da hora do Hotel, às 7h35. Saí correndo, mas ainda tive calma para responder a um fotógrafo lá que começou a fazer umas perguntas do tipo "será que a prova vai atrasar? será que aqui é um bom lugar pra tirar foto?". Cheguei à Arena às 7h50, encontrando de cara o Marathon Maniacs # 1131, João Gabbardo, o "Médico e o Monstro" (vide Runners World Brasil de março/09). Em seguida, encontrei o Ortega e o Nilson (MM # 1084). Passei protetor solar, deixei minhas coisas no Guarda Volumes (diferente das criticas feitas nas edições anteriores, estava muito bem organizada) e fui pra fila, onde encontrei o André e o Harry. Esperamos o início da prova.



Escrito por Hideaki às 02h56
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